Uma nova sucessão de pessoas começa a entrar no mercado de trabalho. Com um comportamento totalmente diferente, a geração Z desponta no cenário profissional, capaz de gerar mudanças e revolucionar o conceito de trabalho.
Esses jovens trazem inovações e uma outra maneira de realizar as suas atividades, com mais dinamismo e interação. E as empresas devem conhecer as necessidades e ânsias desses indivíduos, para promover uma atração e retenção eficiente de talentos e saber como lidar com essa nova força de trabalho dentro do ambiente profissional.
Então, interessado? Para conhecer a geração Z e saber como contratá-los, continue acompanhando este post!
O que é geração Z?
A geração Z é composta por jovens nascidos a partir de 1995, que tem como principais características o questionamento, a não aceitação de hierarquias verticais, a preferência por horários flexíveis em sistema home office e a intimidade com a tecnologia.
Na verdade, eles são verdadeiros nativos digitais, sendo a primeira geração que cresceu totalmente cercada por redes sociais, smartphones e tablets. Por essa familiaridade, eles conseguem encontrar soluções com agilidade e lidam melhor com imprevistos.
Também são profissionais multitarefa, capazes de fazer várias atividades ao mesmo tempo. E, por terem crescido em um período de incertezas, são extremamente realistas e pragmáticos. São pessoas que procuram não se definir, de modo geral, deixando espaço para a fluidez e a quebra de estereótipos.
Enfim, trata-se de uma geração agregadora, que valoriza o acesso em detrimento da posse. Assim, eles se conectam com a diversidade, sendo muito inclusivos e usando uma linguagem com várias referências para a comunicação.
Quais são as suas principais diferenças em relação à geração Y?
Tanto as pessoas da geração Z quanto as da geração Y (pessoas nascidas entre 1980 e 1995) são considerados Millennials, mas ambas apresentam várias diferenças de comportamento e expectativas entre si.
Os da geração Y costumam ter um grau de tolerância um pouco maior às condições de trabalho que não consideram favoráveis, e fingem aceitar o que é proposto, embora internamente discordem das políticas estabelecidas. Já os profissionais da geração Z questionam mais, e apresentam bons argumentos sobre essas decisões, além de serem mais assertivos.
Os novos profissionais também são menos motivados por dinheiro que a geração anterior, tendo uma postura de funcionários empreendedores e encarando o trabalho como uma extensão da casa. Daí a necessidade de que ele seja satisfatório, que agregue às suas aspirações e sentimentos.
Os jovens da geração Z também são menos consumistas, ao contrário da geração X, que foca a sua vida no trabalho duro para ganhar bem o suficiente e ter um alto poder de compra. A nova geração prefere economizar, além de não abrir mão do seu tempo livre e valorizar a qualidade de vida.
E quais são as expectativas da geração Z em relação ao mercado de trabalho?
Um dos aspectos mais interessantes desses jovens é que a sua maior motivação não é o dinheiro. Eles não encaram o salário como a única finalidade do trabalho, e buscam oportunidades de crescimento em uma empresa.
Também não têm nenhum problema em trocar de trabalho quantas vezes forem necessárias, até alcançarem um lugar onde se sintam à vontade e possam aprender. Acumular muito tempo de empresa ou ter experiência em apenas uma ou duas organizações não é interessante para essas pessoas.
Por terem sentido os impactos da crise de 2008, esses indivíduos não confiam na empresa como provedora de estabilidade e têm baixas expectativas de uma ascensão rápida. Ainda assim, como são acostumados à rapidez das respostas online, são imediatistas e não se submetem, como dissemos, a condições de trabalho ou hierarquias que não os satisfaçam.
Como contratar profissionais da geração Z?
Para conseguir atrair e reter os jovens dessa geração, as empresas devem adaptar alguns conceitos em sua relação com os funcionários. Será necessária uma mudança total de abordagem para lidar com esses talentos, além da adoção de uma postura mais próxima e aberta ao diálogo.
Preparamos uma lista com dicas para contratar e gerir esse público. Mas antes, faça o download gratuito do E-book de Boas práticas em Recrutamento e Seleção.
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Confira as dicas:
Dê liberdade e estimule o crescimento
Esses profissionais são independentes e querem trabalhar no que gostam, buscando propósito no trabalho. Têm uma grande tendência para o empreendedorismo, mas, ao mesmo tempo, querem crescer profissionalmente e precisam de feedbacks constantes.
Assim, para trazer esse profissional para a sua empresa, ofereça flexibilidade de horários e permita que os colaboradores se responsabilizem pelo trabalho. Mas não deixe de acompanhar e direcionar o desenvolvimento profissional desses jovens.
Ofereça acesso sem restrições à internet
A internet e as redes sociais fazem parte do cotidiano desses jovens. Não há tanta separação entre vida pessoal e profissional — muitas vezes, essas pessoas encontram respostas para uma dúvida de trabalho no Facebook.
Então, libere o uso do smartphone e o acesso à internet, e deixe os profissionais livres para realizar pesquisas e consultas sempre que acharem necessário.
Trabalhe a transparência e os valores da empresa
A missão e os valores da empresa são extremamente importantes para esses jovens. Para eles, é essencial que as organizações sejam éticas e singulares. Logo, um marketing vazio ou uma empresa que venda um ideal que não é verdadeiramente trabalhado não conseguirá manter esse profissional por muito tempo.
A transparência na comunicação e na tomada de decisões também é essencial para os profissionais da geração Z.
Use uma linguagem familiar
Extremamente rápidos e concisos, esses jovens têm extrema facilidade para se comunicar online. Conduzir entrevistas por meio de vídeos, por exemplo, pode ser extremamente confortável para esses candidatos.
Promover o diálogo por meio de plataformas que lhes sejam familiares também pode melhorar o relacionamento entre empresa e funcionário.
Estimule a colaboração
Por fim, esses profissionais tendem a valorizar parcerias e buscar conexões entre pessoas, mesmo que elas sejam totalmente diferentes entre si. Portanto, procure oferecer plataformas colaborativas de trabalho, que favoreçam a troca de experiências e o intercâmbio de informações.
Sem dúvida, as organizações que estiverem atentas às necessidades da geração Z sairão na frente na hora de contratar e reter esses talentos. Eles podem agregar muito à empresa com seu perfil dinâmico e, segundo especialistas, ainda devem revolucionar totalmente a maneira de se encarar o trabalho.
Então, gostou do post? Que mudanças você acha que esses jovens profissionais vão trazer? Se quiser saber um pouco mais, aproveite agora para conferir como aumentar a retenção de talentos na empresa!