8 indicadores de gente e gestão que são essenciais na empresa

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Sem mensurar os diversos processos internos pelos quais a organização passa, fica difícil entender se ela está em crescimento e o que pode ser melhorado para contribuir com essa expansão. Para isso, é preciso aplicar indicadores de gente e gestão, capazes de mostrar mais sobre a produtividade e o engajamento dos colaboradores.

A escolha dos indicadores ideais varia entre as empresas, afinal, cada uma tem um nicho e apresenta necessidades específicas. No entanto, alguns indicadores são essenciais e devem ser incluídos em qualquer tipo de negócio. Quer saber quais são? Continue a leitura!

1. Absenteísmo

A taxa de absenteísmo mede a ausência do profissional no trabalho, seja por atrasos, seja por faltas, seja por licenças médicas. Embora, em alguns casos, pareça um detalhe sem muita relevância para a empresa, um absenteísmo alto pode ser sintoma de problemas internos graves, como desmotivação, falta de engajamento, clima organizacional ruim, entre outros.

Trata-se de um índice que deve ser acompanhado muito de perto pelos gestores, pois é o primeiro sinal de que há algo errado com a gestão e pode desembocar em algo mais grave, o turnover.

2. Turnover

Também conhecido como índice de rotatividade, o turnover mostra a porcentagem de funcionários que saíram da empresa, seja por demissão voluntária, seja por demissão involuntária.

Esse indicador também é usado como sintoma de problemas mais graves na gestão de pessoas e no clima organizacional, assim como falta de perspectiva de crescimento e descontentamento com o salário, apenas para citar alguns.

Além disso, a rotatividade alta prejudica a imagem como empregadora e dificulta a atração dos talentos bem preparados do mercado. Os profissionais mais disputados e que realmente se preocupam com seu crescimento individual evitam entrar em organizações nas quais as mesmas vagas são anunciadas com frequência. Eles veem isso como indicativo de sérios problemas internos.

Um profissional de gente e gestão, que sabe da importância da satisfação dos funcionários para o bom funcionamento da empresa, sempre usa o turnover para entender um pouco mais da situação atual.

3. Employer net promoter score

O NPS é uma métrica utilizada pelas empresas para aferir o grau de satisfação com determinado produto ou solução. A mesma abordagem é usada no eNPS, ou Employer Net Promoter Score, mas voltada aos funcionários.

Por meio dessa avaliação, os gestores avaliam o nível de satisfação dos colaboradores com a empresa em que trabalham por meio da seguinte pergunta: “Numa escala de 0 a 10, quanto você recomendaria nossa empresa como um bom lugar para trabalhar?”.

As perguntas também podem ser adaptadas para avaliar a liderança e outros fatores importantes para um bom ambiente de trabalho.

A partir das respostas, há um agrupamento dos funcionários em promotores, neutros e detratores. Se o número de detratores é grande, a empresa precisa promover mudanças urgentes para melhorar esse quadro.

4. Produtividade

Ter um alto nível de produtividade é importante para o crescimento da empresa, e esse índice deve ser considerado como um indicador corporativo essencial. O indicador mostra quanto a empresa consegue absorver de receita por cada funcionário, para que sejam aplicadas estratégias capazes de otimizar os processos.

Ao medir a produtividade, os gestores conseguem identificar a motivação da equipe, a eficiência dos procedimentos internos ou a necessidade de investimento em novas tecnologias.

Comparar a produtividade entre períodos também é importante para ter um parâmetro de crescimento da organização.

5. Retrabalhos

A incidência de retrabalhos também deve ser avaliada de perto pelos gestores, pois pode indicar problemas na comunicação ou falta de clareza nos processos. Para avaliar esse problema, é usado o Diagrama de Ishikawa, que ajuda a identificar a raiz de determinado obstáculo.

A partir do momento em que há a identificação, é possível registrar a falha e procurar corrigir o processo, deixando todos cientes do que deve ser feito. Essa abordagem ajuda a reduzir custos e eleva o padrão de qualidade dos produtos ou serviços.

Vale lembrar que os retrabalhos são desperdício não só de matéria-prima, mas também de horas pagas aos funcionários sem conseguir o resultado esperado. Quando ocorrem com frequência, podem afetar seriamente a sobrevivência da empresa.

6. Aprendizado do treinamento

Treinamentos são verdadeiros investimentos que a organização faz em seu próprio crescimento. Ao contar com colaboradores que sabem como exercer suas tarefas e entendem o fluxo de trabalho, consegue-se produzir mais, em menos tempo e com alta qualidade.

Além disso, quando os funcionários percebem que são valorizados por uma empresa que se preocupa com o seu desenvolvimento, tendem a trabalhar com muito mais dedicação e empenho, aumentando o engajamento.

Porém, é importante avaliar se o conhecimento passado no treinamento foi absorvido e está sendo aplicado, obtendo assim um retorno sobre o valor investido para oferecer essa oportunidade de aprendizado.

7. Conversão de vendas

A conversão de vendas fala diretamente da chegada do seu produto ao cliente. Se a sua empresa consegue atrair pessoas interessadas, mas o índice de fechamento de vendas é baixo, há uma grande probabilidade de que a equipe de vendas esteja com dificuldades ou o produto/serviço oferecido não atenda às demandas do público.

Acompanhe o índice de conversão de vendas e, se considerá-lo abaixo das expectativas, procure identificar o que está acontecendo (pesquisas são ótimas ferramentas para isso) e pense em ações para resolver o problema. Lembre-se de que, sem o devido faturamento, a organização não conseguirá crescer.

8. Evasão de novos colaboradores

A evasão de novos funcionários pode indicar problemas no recrutamento e seleção. Pessoas que têm dificuldade de exercer a função para a qual foram contratadas, ou que não conseguem se adaptar ao novo ambiente (não ocorre o fit cultural) costumam se desligar da empresa ainda nos três primeiros meses de experiência. Se isso ocorre frequentemente, os processos seletivos devem ser reavaliados.

Com o uso desses oito indicadores de gente e gestão, é possível ter uma visão muito mais completa do negócio e administrá-lo de maneira estruturada, sabendo exatamente o que deve ser mudado e quando. Apenas obtendo números precisos é possível promover transformações consistentes e que levem a empresa ao alcance de metas, mesmo as mais ousadas.

Quer saber mais sobre o assunto e melhorar o desempenho da corporação? Aproveite então para conferir esse artigo sobre o uso da tecnologia na gestão de pessoas.

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