Psicologia do trabalho e psicologia organizacional: entenda as diferenças

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A psicologia do trabalho estuda a pessoa em seu ambiente ocupacional. Seu conceito está ligado à capacidade produção e a atividades que colaborem para o desenvolvimento. Já a psicologia organizacional estuda a empresa em seus diferentes aspectos, integrando pessoas e recursos, os quais possibilitam seu funcionamento.

A integração dessas duas disciplinas é responsável por levar às organizações importantes diferenciais competitivos, além de, juntas, fornecerem diversos indicadores para a área.

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O que é psicologia do trabalho?

O trabalho é de fundamental importância para a psicologia, pois é um elemento que circunda toda a vida humana. Assim, a psicologia do trabalho tem como função principal estudar e melhorar a qualidade de vida laboral dos trabalhadores.

Exercer uma atividade e ter uma ocupação faz parte da nossa rotina desde os tempos mais remotos e vai além de prover recursos financeiros. É dar significado à nossa existência, gerando valor para a sociedade em que se está inserido e conhecimento sobre si mesmo. Nesse contexto, existem hoje várias maneiras de exercer atividades profissionais — e as condições, circunstâncias e ocorrências das pessoas nos ambientes ocupacionais afetam diretamente suas questões e relações interpessoais.

Podemos entender, então, a psicologia do trabalho como a disciplina da psicologia que se dedica a estudar e executar ações direcionadas ao saber nesse ambiente de trabalho (seja ele qual for), bem como todas as relações e manifestações envolvidas no processo.

Como essa área surgiu?

As relações de trabalho foram amplamente modificadas depois da Revolução Industrial. Esse marco histórico colaborou com grandes transformações nas relações trabalhistas, partindo das formas de administração da força de trabalho, passando pelos perfis de trabalhadores, até a capacitação dos profissionais.

Foi também durante esse período que surgiu a psicologia industrial, inicialmente com processos voltados para seleção de pessoas e pesquisas de produtividade em relação ao esforço (output e input). Só em 1925 a psicologia industrial começou a estudar questões mais subjetivas, empenhando-se na pesquisa de comunicação, motivação e comportamento nas organizações.

Com o passar do tempo e a modificação das relações trabalhistas, outras habilidades foram sendo exigidas dos profissionais, devido principalmente à modificação dos processos. Isso fez com que a psicologia industrial se desmembrasse em duas diferentes vertentes: a psicologia do trabalho e a psicologia organizacional.

Impulsionada pela evolução do período após a Segunda Guerra Mundial — fato histórico que favoreceu diversas mudanças na sociedade —, a psicologia do trabalho ganhou força e até hoje faz parte dos processos das empresas, contribuindo para a construção e a manutenção de ambientes mais saudáveis.

Qual é a sua importância?

É fato que o local de trabalho pode ser bastante exaustivo, principalmente quando se trata de um ambiente corporativo. Nada mais natural, então, que os profissionais busquem formas de lidar com esse estresse.

Até porque, se eles estão descontentes no trabalho, o rendimento pode ser comprometido, o que afeta não só a eles mesmos, mas a todos os envolvidos no processo. Além disso, profissionais insatisfeitos podem optar por se ausentar ou mesmo deixar o trabalho — o que resulta no temido absenteísmo nas organizações, a exemplo dos atestados médicos, das licenças e das faltas não programadas.

Nesse contexto, uma empresa que implanta efetivamente a psicologia do trabalho percebe um grande impacto positivo no rendimento dos funcionários, além do próprio clima organizacional. Isso envolve, por exemplo:

Quais é o objetivo da psicologia do trabalho?

Atualmente, apesar de também serem importantes, os resultados e lucros advindos da produtividade são fatores secundários no âmbito da psicologia: a saúde e o bem-estar do trabalhador é que são os principais objetivos da área.

Nesse contexto, o sucesso das atividades organizacionais envolve a seleção do candidato mais aderente ao perfil do cargo, para que essa pessoa consiga se sentir bem em suas atividades — eliminando as chances de desenvolver doenças ocupacionais, por exemplo.

Também vale dizer que a inserção da psicologia do trabalho no cotidiano das organizações é importante em diferentes níveis, sendo fundamental tanto para a prevenção (de acidentes, insatisfação, mal-estar no trabalho etc.) quanto para a melhoria do próprio ambiente e das suas condições, contribuindo com diagnósticos capazes de evidenciar o comprometimento da saúde do trabalhador. Para tanto, ela oferece esclarecimentos e orientação para que o profissional possa buscar tratamento médico ou encaminhamento à psicologia clínica.

Quais as vantagens da psicologia do trabalho?

O RH, de modo geral, tem o potencial de trazer excelentes resultados para as empresas, não só em relação às finanças, mas também ao bem-estar dos colaboradores, o que atinge, de forma indireta, os resultados da companhia. Uma das maneiras de fazer isso é por meio da psicologia do trabalho.

Para demonstrar melhor, separamos algumas das maiores vantagens de implementar a psicologia do trabalho nas organizações. Acompanhe para saber mais.

Redução do índice de absenteísmo e de rotatividade

Com um bom projeto de psicologia do trabalho, há a redução do número de faltas e de rotatividade na equipe. Os colaboradores se sentem mais motivados e interessados nas atividades que realizam na companhia e, por isso, faltam menos e não abandonam o trabalho.

O custo com o absenteísmo e com a rotatividade de funcionários é diminuído, facilitando vários outros setores do RH, como o próprio recrutamento , a seleção e o onboarding.

Melhoria no trabalho em equipe

A motivação dos colaboradores também se estende ao trabalho em equipe, uma vez que a tendência é que os relacionamentos interpessoais entre os membros melhore. Assim, a comunicação se torna mais fluida, e os resultados são alcançados mais rapidamente. Ou seja, há também melhoria na produtividade dos funcionários e, consequentemente, da equipe.

Melhorias na liderança

A psicologia do trabalho não traz resultados somente para os membros das equipes, mas também para a própria liderança da empresa. Ao conquistar colaboradores mais motivados e produtivos, os líderes das equipes e da companhia conseguem melhorar seu desempenho, tornando-se muito mais eficazes em suas atividades gerenciais.

Um das formas de fazer isso acontecer é por meio das metas estabelecidas, já que os líderes podem acompanhar melhor o progresso para o alcance dos objetivos e dar feedbacks cada vez mais precisos e claros para cada um dos funcionários, inclusive com relação ao desempenho de cada um.

Além disso, é possível melhorar os processos implementados, realizando as atividades em menor tempo e diminuindo erros e retrabalhos.

Maior comunicação e feedbacks mais efetivos

A liderança também é beneficiada com a melhoria na comunicação e na relação interpessoal. A tendência é que a comunicação fique mais clara e os feedbacks sobre atividades sejam mais efetivos, uma vez que os colaboradores estão mais interessados e inseridos nos objetivos da equipe e da companhia.

Assim, há redução de conflitos não só entre colaboradores, mas também entre áreas correlacionadas, que muitas vezes sentem faltam de entender o que a outra área necessita e o que pode ser feito para melhorar.

Ampliação da visão dos colaboradores

Outra vantagem da psicologia do trabalho está na visão mais holística do colaborador, que passa a entender melhor os objetivos da companhia, como ele pode contribuir e quais os próximos passos necessários.

Fora isso, os trabalhadores se sentem mais valorizados, o que contribui para a melhoria do clima organizacional, principalmente com a implementação de uma cultura voltada para isso, ao mesmo tempo em que a companhia se beneficia para melhorar seu desempenho, inclusive com relação ao endomarketing ou outras áreas não tão ligadas à psicologia do trabalho e ao RH de forma geral.

O que é e como atua a psicologia organizacional?

psicologia organizacional, por sua vez, está relacionada à gestão de pessoas nas empresas, sendo de fundamental importância para o sucesso dessas organizações, que nada mais são do que o resultado da seguinte equação:

pessoas + equipamentos e máquinas + recursos financeiros = produção do serviço ou produto

Ela se dedica, portanto, a pesquisar os comportamentos e fenômenos psicológicos que ocorrem nas organizações, além de mensurar o contexto do ambiente de trabalho no qual as pessoas (seu objeto de estudo) estão inseridas. Mas ela não se resume à teoria, envolvendo ainda:

  • o aumento e a manutenção da qualidade de vida nesse trabalho;
  • a conquista de um bom clima organizacional;
  • o desenvolvimento das pessoas;
  • a segurança de condições favoráveis para o trabalho, bem como a boa convivência entre os funcionários.

Grosso modo, os profissionais de Recursos Humanos são os que representam a psicologia nas empresas. Eles atuam com os conhecimentos teóricos e práticos da área com o objetivo de melhorar a relação entre empresa e funcionários. Em outras palavras, gerenciam os fatores emocionais e sociais relacionados ao trabalho, com o objetivo de promover saúde e contribuir para que o ambiente ocupacional seja um espaço de realização das pessoas.

Como se dá a atuação nas empresas?

Dentro de uma organização, o foco da psicologia organizacional atua em algumas frentes, que você conhecerá a seguir.

Recrutamento e seleção

O profissional que atua com a psicologia organizacional é o responsável por conduzir os processos de recrutamento e seleção de novos colaboradores, além de aplicar os testes psicológicos necessários.

Para isso, ele analisa cada cargo oferecido na empresa para identificar as habilidades necessárias e traçar um delineamento das vagas, construindo assim um perfil ideal para cada função. Isso ajuda a compor as descrições de trabalho e elaborar anúncios mais adequados, por exemplo, aumentando as chances de sucesso da contratação.

Além disso, selecionar as pessoas certas para o negócio é, obviamente, uma etapa fundamental para construir uma empresa bem-sucedida. Para isso, contudo, é necessário avaliar alguns fatores, como:

  • personalidade dos candidatos;
  • complementaridade de seus pontos fortes e capacidades com o negócio;
  • adequação à missão e à estratégia da empresa.

Nesse contexto, os profissionais de recrutamento e seleção podem contar com as pesquisas em psicologia positiva, especialmente porque elas estão conectadas com os pontos fortes, a identidade do trabalho e o design das atividades, alinhados ao perfil da empresa.

Diminuição do turnover

Com a contratação de pessoas que apresentam as características certas para cada cargo, a rotatividade de pessoal tende a diminuir. E isso é muito importante, pois um alto turnover dos funcionários é custoso para as empresas, já que diminui o capital intelectual e aumenta a carga financeira com gastos referentes à rescisão e à contratação de novos colaboradores.

Treinamento e desenvolvimento da equipe

A psicologia organizacional também colabora para identificar as possíveis necessidades de treinamento e desenvolvimento das equipes. Assim, serve como um guia para entregar o treinamento necessário de maneira interessante e envolvente para os funcionários, aumentando os índices de sucesso.

Avaliação de desempenho

avaliação de desempenho está dentro do escopo de atividades da psicologia do trabalho, servindo para oferecer aos profissionais um feedback construtivo acerca de sua performance.

Lembre-se de que esse tipo de retorno deve ser sempre voltado para o desenvolvimento e o aprimoramento do profissional em suas ações diárias, tendo como objetivo elevar a produtividade da equipe como um todo.

A avaliação de desempenho também pode ajudar a estabelecer metas profissionais e identificar necessidades de treinamento, assim como contribuir para facilitar linhas de comunicação entre a alta gestão da empresa e os funcionários.

Produtividade e motivação

A psicologia organizacional revela que ações como avaliações de desempenho, concursos, pagamento de comissões e cotas de vendas podem aumentar a motivação de modo geral, resultando em maior produtividade e comprometimento dos colaboradores. Esse é, portanto, outro de seus focos.

Planos de cargos e salários

Por falar em motivação, a remuneração é uma parte crítica da satisfação do empregado — algo especialmente importante quando você deseja pagar com base no desempenho. Pois a psicologia também pode ajudar aqui, auxiliando na criação de políticas de compensação, por exemplo.

Gestão de conflitos

Embora a gestão de conflitos e a preocupação com um funcionário pareçam razoáveis para você, isso ainda pode ser enfrentado com resistência pelas partes envolvidas. Então, se a resolução de conflitos é uma questão recorrente na sua empresa, talvez o melhor a fazer seja contratar um psicólogo organizacional que possa avaliar a situação específica.

Ao contrário de um mediador, um psicólogo não se concentrará aqui nas questões apresentadas, mas levantará outras situações psicológicas, como eficácia, necessidade de dignidade, empoderamento e respeito.

Resumindo: quais são as diferenças entre a psicologia organizacional e a psicologia do trabalho?

Como vimos ao longo deste post, a psicologia organizacional e a psicologia do trabalho participam da mesma disciplina de atuação — por isso os cursos de especialização abordam esses temas de forma correlacionada. Mesmo havendo questões que as distinguem, elas são desenvolvidas de forma conjunta no que diz respeito à pesquisa e à prática.

A chave para entender suas aplicações e complementações está na caracterização de cada uma, no reconhecimento dos seus resultados e na consciência do que é feito. Então, para concluir, vejamos um esquema com as principais semelhanças e diferenças entre elas.

O objeto de estudo

Como dissemos, o objeto de estudo da psicologia do trabalho é o homem no trabalho. Já o da psicologia organizacional é a empresa, envolvendo as pessoas que participam dela.

A prática

A psicologia do trabalho atua nas medidas preventivas de saúde e segurança, na ergonomia, na melhoria das relações interpessoais, entre outras questões. Já a psicologia organizacional atua dentro da empresa por meio de um diagnóstico organizacional, de processos seletivos, da aplicação de treinamentos de liderança e outras habilidades.

Os objetivos

O objetivo da psicologia do trabalho é proporcionar e garantir a saúde e a segurança do homem no seu trabalho, não importando se essa atividade é desempenhada em um ambiente empresarial ou não. Já o da psicologia organizacional é aperfeiçoar o recurso humano em benefício da empresa — e, para isso, atua aprimorando o trabalhador.

Enfim, não importa qual seja o ambiente de negócios, as pessoas serão sempre o ativo mais importante de uma empresa. Por isso, saber extrair o melhor delas garante fatores competitivos importantes, o que resulta em mais produtividade e otimização de recursos.

É nesse cenário que as empresas empenhadas em se destacar no mercado estão investindo na área de Recursos Humanos, apostando também em ferramentas capazes de automatizar os processos e incluir a psicologia do trabalho e a organizacional. São softwares criados para aumentar a eficiência desse setor, contribuindo para uma gestão mais estratégica e menos operacional.

E então, gostou de saber mais sobre as diferenças entre a psicologia do trabalho e psicologia organizacional? Para receber outras publicações, siga a gente nas redes sociais! Estamos no Facebook e no LinkedIn!

Caso queira saber mais como a Kenoby pode ajudar sua empresa a diminuir o tempo de fechamento de vaga com mais qualidade na contratação profissional, entre em contato conosco.

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