Turnover involuntário: entenda o que é e quais seus impactos na empresa

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O turnover involuntário tem motivações bem específicas e, quando ocorre em excesso, traz diversos prejuízos. Já podemos adiantar que a melhor maneira de evitar isso é caprichando na hora de selecionar seus próximos funcionários.

O turnover é um termo bem conhecido dentro do ambiente corporativo, entre os gestores e profissionais de RH. Há vários tipos de turnover, e cada um pode servir como indicativo de problemas mais sérios na organização. Neste post, vamos abordar o turnover involuntário, suas causas e consequências.

Quer entender melhor sobre o assunto? Então continue a leitura!

O que é turnover?

O turnover, ou rotatividade de pessoal, é um índice que indica o volume de pessoas que saíram da empresa, seja por decisão da corporação ou por iniciativa própria. Quando registrado em números altos, serve como indicativo de sérios problemas internos, como desengajamento, problemas com a liderança ou clima organizacional negativo.

Essa taxa é calculada dividindo o número de funcionários demitidos pelo total de funcionários.

Um estudo conduzido pela Robert Half mostrou que a rotatividade afeta 82% das empresas brasileiras. Os principais motivos são: falta de reconhecimento e baixos salários (33%), baixa motivação (30%), preocupação quanto ao futuro da empresa (29%) e falta de equilíbrio entre a vida profissional e pessoal (26%).

Porém, o turnover involuntário tem características e motivações particulares, que exigem ainda mais atenção do RH, quando ocorrer frequentemente.

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O que é turnover involuntário e quais são as suas causas?

O turnover involuntário acontece quando as demissões ocorrem por decisão da empresa, e podem ser motivadas por diversas circunstâncias, como:

  • baixo desempenho;
  • funcionário não reage aos feedbacks e tentativas de melhorar a performance;
  • quebra de contrato;
  • comportamento inadequado;
  • falta de comprometimento;
  • crise financeira vivida pela empresa;
  • não-adequação às normas ou ao fit cultural;
  • desentendimento com a liderança;
  • justa causa.

Cálculo do turnover involuntário

O cálculo do turnover involuntário é um pouco mais detalhado do que o do turnover geral. Para fazê-lo, basta seguir estes passos:

  • colete o número total de funcionários;
  • reúna o total de funcionários demitidos pela empresa no último ano;
  • aponte o número de profissionais contratados pela empresa neste mesmo período;
  • divida o número de funcionários demitidos pelo total de funcionários atuais.

Qual é a diferença entre turnover voluntário e involuntário?

O que diferencia o turnover voluntário do involuntário é justamente quem solicitou o desligamento. Enquanto no involuntário a decisão é da organização, o turnover voluntário ocorre quando os funcionários pedem a conta.

Independentemente do tipo de turnover, é importante que a empresa monitore o que motivou o desligamento. Essas informações podem ser avaliadas para detectar as falhas do recrutamento e da gestão de pessoas.

Quais são os impactos do turnover involuntário para a empresa?

Mesmo que a demissão tenha partido da liderança — que certamente tem como justificar esse desligamento e sabe que a decisão foi benéfica para a organização —, o turnover involuntário acaba impactando na organização. Destacamos aqui algumas dessas consequências.

Aumento de custos

Um turnover alto afeta diretamente as finanças da empresa, trazendo uma série de gastos.

Os custos com recrutamento e seleção de novos funcionários são bem altos, assim como os treinamentos e o processo de integração.

Também devem ser consideradas as despesas com o pagamento dos direitos rescisórios previstos por lei para trabalhadores demitidos, como a multa do FGTS, o aviso prévio, o acréscimo de um terço sobre férias etc.

Vale lembrar-se de que a produtividade cai durante a adaptação do novo funcionário. Não é um custo direto da empresa, mas também impacta as finanças.

Alterações no clima organizacional

clima organizacional é seriamente afetado com o turnover involuntário. Quando os funcionários percebem as demissões, começam a temer pelo seu próprio futuro dentro da organização, ficando inseguros e estressados.

Essa situação afeta a saúde das pessoas e a sua dedicação ao trabalho. Os funcionários também vão começar a procurar por outras oportunidades, o que pode aumentar o índice de absenteísmo.

As consequências vão fazer com que o turnover aumente, prejudicando a qualidade do trabalho, a produtividade e o comprometimento.

Problemas na gestão de pessoas

A demissão de um funcionário deixa uma vaga em aberto, e, para que a equipe consiga entregar os resultados, o líder precisa remanejar tarefas e até mesmo sobrecarregar o restante da equipe.

Esse tipo de ajuste traz problemas para a gestão de pessoas e atrapalha o acompanhamento de cada colaborador, pois o acúmulo de tarefas compromete o desempenho e a qualidade do seu trabalho.

Comprometimento do employer branding

Uma corporação com demissões frequentes acaba tendo a sua imagem como marca empregadora seriamente prejudicada.

Esse tipo de problema passa a impressão de falta de organização na estrutura interna da empresa, não valorização dos colaboradores, dificuldade para estabelecer relações de longo prazo com os funcionários ou liderança ruim.

Profissionais que têm boa experiência e conhecimento evitam candidatar-se para empresas que anunciam vagas em aberto constantemente, pois isso é um forte sinal de turnover alto. Assim, a corporação não consegue atrair os melhores talentos.

Como diminuir o turnover involuntário?

Diversas ações podem ser adotadas para diminuir a rotatividade de funcionários na empresa, dentre elas: melhor gestão de pessoas, treinamentos para a liderança, cuidados com o clima organizacional etc.

Mas o principal cuidado está na porta de entrada. Corporações que não sabem contratar tendem a ter um turnover muito alto, simplesmente porque os profissionais escolhidos não conseguem entregar o que o cargo precisa ou não se adaptam ao ambiente.

Boas práticas de recrutamento e seleção podem mudar totalmente esse quadro, avaliando os candidatos em diversos aspectos: experiência, formação e fit cultural. Este último, muitas vezes negligenciado, faz toda a diferença para a adaptação do profissional, tanto no relacionamento com os colegas como na ética de trabalho da corporação.

Entendendo melhor o que é o turnover involuntário, como ele funciona e suas consequências, fica muito mais fácil mostrar para a diretoria a importância de investir em processos seletivos consistentes para diminuir o problema.

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